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Turismo religioso injeta R$ 15 bilhões por ano

Celso Sabino defendeu na Câmara que setor é estratégico para gerar emprego, renda e fortalecer identidade cultural do país

O turismo religioso é responsável por movimentar aproximadamente R$ 15 bilhões por ano no Brasil, segundo dados apresentados em audiência pública na Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (1º/10). O ministro do Turismo, Celso Sabino, afirmou que o segmento tem potencial para impulsionar o desenvolvimento regional e aproximar pessoas por meio da fé e da cultura.

“O turismo religioso movimenta o setor em todo país, em diversas cidades, e tem gerado emprego, renda e oportunidades, ajudando o Brasil a girar a chave econômica. O turismo tem a capacidade de unir e aproximar as pessoas”, disse o ministro.

Entre as celebrações de maior destaque no calendário brasileiro estão a Festa do Divino, no Maranhão, a Romaria de Trindade, em Goiás, as celebrações de Nossa Senhora de Aparecida, em São Paulo, e o Círio de Nazaré, em Belém. Este último terá, neste ano, aporte inédito de R$ 2 milhões do Ministério do Turismo para reforçar a infraestrutura e recepção dos visitantes. Em 2024, o Círio reuniu cerca de 2 milhões de pessoas, com impacto econômico de mais de R$ 190 milhões na capital paraense.

Outro exemplo citado durante o debate foi a Romaria do Senhor Bom Jesus da Lapa, na Bahia, considerada uma das mais antigas e expressivas manifestações religiosas do país e recentemente reconhecida como patrimônio cultural nacional.

Sabino também ressaltou que a nova Lei Geral do Turismo é um marco regulatório essencial para consolidar o setor. Além disso, destacou iniciativas como o programa Conheça o Brasil: Voando, o desconto de 15% em hotéis para mulheres que viajam sozinhas e professores, e os investimentos do Fungetur em todo o país.

O encontro também evidenciou o bom momento vivido pelo turismo nacional. De janeiro a setembro de 2025, mais de 7 milhões de turistas internacionais visitaram o Brasil, número que já supera todo o ano de 2024. Apenas nos oito primeiros meses, os estrangeiros injetaram R$ 28,9 bilhões na economia. Já o faturamento geral do setor alcançou R$ 108 bilhões, o maior valor da série histórica da FecomercioSP desde 2012.

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