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Hospital de Apoio terá Centro de Referência em Doenças Raras

Nova unidade vai ampliar atendimentos e oferecer diagnóstico precoce no DF

O Governo do Distrito Federal (GDF) anunciou a construção de um Centro de Referência de Doenças Raras no Hospital de Apoio de Brasília (HAB). A unidade, vinculada à Secretaria de Saúde (SES-DF), vai reforçar os serviços já existentes e ampliar o acesso a equipes especializadas para diagnóstico e tratamento.

O edital, publicado pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), prevê investimento de R$ 39,4 milhões na expansão do Bloco de Doenças Raras do HAB, que será transformado no novo centro. A apresentação de propostas está marcada para 17 de dezembro.

Segundo a vice-governadora Celina Leão, a iniciativa representa um marco para a saúde pública do Distrito Federal. “Ainda como deputada federal, destinei recursos para que esse projeto pudesse sair do papel. Agora, acompanhando essa etapa, tenho a convicção de que o centro será um espaço de acolhimento e esperança. O diagnóstico precoce é essencial para garantir qualidade de vida, oferecer tratamento adequado e evitar o agravamento das doenças. Esse é um compromisso real com as famílias que mais precisam de cuidado”, destacou.

O secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda, também enfatizou a importância da obra. “Esse centro será muito importante para atender ainda mais rápido pacientes que exigem um cuidado mais especializado. Sabemos que esse processo acelerado, desde o diagnóstico até o tratamento, pode fazer toda a diferença tanto para impedir a evolução da doença quanto na efetividade do tratamento e qualidade de vida”, disse.

A médica Gabrielle Roos Diehl, responsável técnica de genética da SES-DF, ressaltou os impactos esperados. “A ampliação visa à melhoria dos atendimentos e à adequação dos laboratórios, tornando o CRDR um ambiente de excelência para acolhimento, diagnóstico e tratamento de doenças raras em todas as faixas etárias. Além disso, vamos incentivar a pesquisa e avançar no acompanhamento dessas doenças”, afirmou.

O DF conta atualmente com atendimento para doenças raras por meio da Coordenação de Doenças Raras da SES-DF, em parceria com hospitais como o próprio HAB e o Materno Infantil de Brasília (Hmib). O acompanhamento é multidisciplinar e inclui desde o diagnóstico precoce, com o Teste do Pezinho ampliado, até o tratamento e a reabilitação dos pacientes.

São consideradas doenças raras aquelas que afetam até 65 pessoas em cada grupo de 100 mil indivíduos — o equivalente a 1,3 para cada 2 mil pessoas. No Distrito Federal, estima-se que entre 140 mil e 150 mil pessoas convivam com alguma condição rara, caracterizada pela grande diversidade de sinais e sintomas, muitas vezes distintos mesmo entre pacientes com o mesmo diagnóstico.

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