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Toffoli nega relação com empresário investigado e diz que sociedade foi regular e encerrada

Ministro do STF afirma que participação em empresa familiar foi declarada à Receita, ocorreu dentro da legalidade e não tem vínculo com investigações sobre o Banco Master

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli divulgou nota pública nesta quinta-feira (12) negando qualquer relação pessoal, societária ou financeira com o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, alvo de investigações. A manifestação ocorre após o nome do magistrado ser citado em relatórios da Polícia Federal no contexto das apurações envolvendo a instituição financeira.

Na nota, Toffoli afirmou que jamais manteve relação de amizade, “muito menos amizade íntima”, com Vorcaro e que nunca recebeu valores do empresário ou de pessoas ligadas a ele. O ministro também ressaltou que não participou de qualquer negociação, tratativa ou decisão relacionada ao Banco Master ou aos seus controladores.

O magistrado reconheceu que integrou, no passado, o quadro societário de uma empresa familiar, esclarecendo que a participação foi devidamente declarada à Receita Federal e ocorreu dentro da legalidade. Segundo ele, a sociedade foi encerrada há bastante tempo e não guarda qualquer relação com os fatos atualmente investigados. Toffoli destacou ainda que todas as operações foram realizadas a valores de mercado.

No comunicado, o ministro explicou que a Lei Orgânica da Magistratura autoriza magistrados a integrarem quadros societários, desde que não exerçam funções de administração, o que, segundo ele, nunca ocorreu no caso citado. Ele afirmou que não atuava na gestão da empresa, conduzida por familiares, e reforçou que sua conduta sempre observou os limites legais e éticos do cargo.

Por fim, Toffoli classificou como infundadas as tentativas de associar seu nome às investigações em curso e afirmou que as menções se baseiam em ilações sem respaldo factual. O ministro declarou que permanece à disposição para prestar esclarecimentos e defendeu a preservação da institucionalidade e da credibilidade do Supremo Tribunal Federal.

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