Naufrágio próximo a Creta deixa ao menos 17 migrantes mortos
Autoridades gregas investigam causas da tragédia ocorrida no Mediterrâneo

Dezessete migrantes foram encontrados mortos após o naufrágio de uma embarcação nas proximidades da ilha de Creta, na Grécia, segundo informações divulgadas pela Guarda Costeira grega. O caso ocorreu no sábado e mobilizou uma ampla operação de resgate no Mediterrâneo.
De acordo com as autoridades, todos os mortos eram homens. Dois sobreviventes foram resgatados em estado grave e encaminhados para hospitais da região, onde permanecem sob cuidados médicos intensivos.
Os sobreviventes relataram que a embarcação se tornou instável devido às condições climáticas adversas. Segundo eles, o grupo não dispunha de equipamentos adequados, nem de água ou alimentos suficientes para a travessia.
A emissora estatal ERT informou que os corpos foram localizados dentro da própria embarcação, que estava parcialmente inflável e em processo de afundamento. Médicos legistas analisam se as mortes foram causadas por hipotermia, desidratação ou outros fatores.
O barco foi localizado a cerca de 26 milhas náuticas a sudoeste de Creta por um cargueiro com bandeira turca, que acionou imediatamente as autoridades gregas ao avistar a embarcação em dificuldades.
A operação de resgate contou com dois navios da Guarda Costeira, uma embarcação da agência europeia Frontex, três navios civis, além de um helicóptero e um avião de patrulhamento.
Segundo dados do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR), mais de 16 mil migrantes chegaram a Creta desde o início do ano, evidenciando o aumento das rotas migratórias pelo Mediterrâneo oriental.




