Sudeste

Polícia de São Paulo deflagra operação contra quadrilha de receptação de celulares roubados

Fase final da Operação Mobile Strike cumpre 28 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão temporária na Grande SP

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na manhã desta terça-feira (4 de novembro), a fase final da Operação Mobile Strike, voltada ao desmantelamento de uma organização criminosa especializada na receptação e revenda de celulares roubados e furtados. A ação cumpre 28 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária em cidades da Grande São Paulo.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), as investigações apontaram que o grupo possuía estrutura hierarquizada e divisão de funções bem definidas, envolvendo desde os responsáveis pelos furtos e roubos até intermediários e revendedores que abasteciam o comércio clandestino de eletrônicos. Parte dos aparelhos era destinada inclusive à exportação ilegal para outros países. A estimativa é que a quadrilha movimentava de 20 a 30 celulares por dia, com lucro expressivo obtido na revenda.

Operação de grande porte

A ofensiva mobilizou cerca de 110 policiais civis, com apoio de equipes especializadas do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Todos os materiais apreendidos e suspeitos detidos foram levados à sede do departamento, na capital paulista, onde estão sendo analisados e catalogados.

Em nota, a SSP informou que a operação foi resultado de três meses de investigação intensiva, com uso de tecnologias de rastreamento e cruzamento de dados para identificar os principais integrantes e o fluxo de atuação do grupo.

“Com base em três meses de investigação e no uso de tecnologias de monitoramento e cruzamento de dados, a Polícia Civil conseguiu mapear com precisão o funcionamento do grupo e identificar seus principais integrantes”, destacou a Secretaria.

A pasta acrescentou que a ação foi planejada para atingir o núcleo financeiro e logístico da organização criminosa, buscando enfraquecer as estruturas que sustentam o comércio ilegal de dispositivos eletrônicos em São Paulo e na região metropolitana.

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