Brasil

Líder religioso é afastado após denúncias de assédio e pode ter prisão preventiva decretada

Ministério Público do Rio de Janeiro aponta descumprimento de medidas cautelares e formaliza pedido contra dirigente ligado ao Ceflusmme

O líder religioso Paulo Roberto Silva e Souza foi afastado de suas funções após denúncias de assédio envolvendo mulheres ligadas à instituição que ele dirigia. O caso veio a público após comunicado divulgado pelo Centro Eclético Fluente Luz Universal Sebastião Mota de Melo (Ceflusmme), responsável pela igreja Céu do Mar, localizada em São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Paralelamente ao afastamento, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) formulou um pedido de prisão preventiva contra o dirigente religioso. Segundo o órgão, o réu teria descumprido medidas cautelares anteriormente impostas pela Justiça, o que motivou a solicitação apresentada no início de dezembro.

De acordo com o Ministério Público, as medidas cautelares haviam sido estabelecidas justamente para garantir o regular andamento do processo e a proteção das pessoas envolvidas. O descumprimento dessas determinações, conforme apontado na petição, justificaria a adoção de uma medida mais severa, como a prisão preventiva.

Em nota oficial, o Ceflusmme informou que tomou conhecimento das acusações atribuídas ao dirigente e confirmou seu afastamento imediato das atividades institucionais. A entidade afirmou ainda que não comentará detalhes do caso neste momento, em razão do segredo de justiça que envolve o processo.

No comunicado, a instituição destacou que as denúncias estão sendo apuradas pelas autoridades competentes e reforçou que qualquer posicionamento adicional será feito apenas no momento juridicamente apropriado, após o avanço do trâmite processual.

O centro religioso também declarou repúdio a qualquer forma de assédio, violência ou conduta que viole a dignidade de mulheres ou de qualquer indivíduo. Segundo a nota, a entidade reafirma o compromisso com um ambiente de fé baseado no respeito, na segurança e na convivência ética entre seus integrantes.

O caso segue sob análise do Poder Judiciário, que deverá decidir sobre o pedido de prisão preventiva formulado pelo Ministério Público. Até a conclusão do processo, o afastamento do dirigente permanece como medida administrativa adotada pela instituição religiosa.

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