Aviação doméstica chega a 92 milhões de passageiros até novembro
Levantamento da Anac mostra crescimento contínuo do setor aéreo em 2025 e aproxima país de recordes históricos de movimentação

A aviação civil brasileira manteve trajetória de expansão ao longo de 2025 e alcançou números expressivos no transporte de passageiros, reforçando o papel do setor no fortalecimento do turismo interno. Entre janeiro e novembro, os voos domésticos movimentaram 92 milhões de pessoas, resultado que já supera todo o volume registrado em 2023 e se aproxima do desempenho observado em 2024.
Os dados constam do mais recente relatório de demanda e oferta divulgado pela Agência Nacional de Aviação Civil, com informações consolidadas até novembro. O levantamento confirma a consolidação da retomada do setor aéreo e a manutenção de um ritmo consistente de crescimento ao longo do ano.
Somente em novembro, o mercado doméstico registrou 8,6 milhões de passageiros transportados em voos nacionais. O número representa um avanço de 7,4% em relação ao mesmo mês de 2024 e configura um novo recorde para o período, indicando aumento da demanda mesmo fora da alta temporada tradicional.
Ao considerar conjuntamente os mercados doméstico e internacional, a aviação brasileira somou 117,8 milhões de passageiros entre janeiro e novembro. O volume já se aproxima do total registrado em todo o ano de 2024, quando o país alcançou 118,4 milhões, e do recorde histórico de 2019, com 118,7 milhões de viajantes.
O desempenho reforça a importância do transporte aéreo como vetor de integração regional e dinamização econômica. O crescimento da oferta de assentos, aliado à recuperação da demanda e à ampliação de rotas, tem impulsionado a conectividade entre capitais e destinos turísticos em todas as regiões do país.
Os dados da Anac também evidenciam a concentração das principais rotas aéreas em torno do estado de São Paulo, que segue como o maior hub do Brasil. No acumulado do ano, a ligação entre São Paulo e Rio de Janeiro liderou o ranking, com 6,6 milhões de passageiros transportados.
Na sequência, aparecem as rotas São Paulo–Paraná, com 6,2 milhões de passageiros, e São Paulo–Santa Catarina, que somou 5,4 milhões no período analisado. Esses corredores aéreos refletem tanto a intensidade das viagens a negócios quanto o fluxo turístico entre os principais centros urbanos e destinos de lazer.
Entre os aeroportos, o Internacional de Guarulhos manteve a liderança em movimentação de passageiros, seguido por Congonhas, na capital paulista, e pelos terminais de Brasília, Confins, em Minas Gerais, e Galeão, no Rio de Janeiro. O cenário indica que, mantido o ritmo atual, a aviação brasileira deve encerrar 2025 muito próxima — ou até acima — dos maiores patamares já registrados no país.




