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Governo inicia transferência de empréstimos antigos para app do consignado

Trabalhadores poderão migrar contratos diretamente pelo celular e escolher bancos com juros mais baixos

A partir desta semana, empréstimos consignados antigos começam a ser transferidos para a plataforma Crédito do Trabalhador, disponível no aplicativo Carteira de Trabalho Digital e no site oficial. A medida permite que trabalhadores com contratos anteriores façam a portabilidade de dívidas para outras instituições financeiras sem precisar recorrer a agências ou aplicativos específicos de cada banco.

A operação será conduzida pela Dataprev, estatal responsável pelo desenvolvimento da plataforma em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego. A novidade marca a quarta etapa de ampliação da linha conhecida como “Consignado para CLT”, criada para permitir que empregados com carteira assinada troquem dívidas caras por operações mais baratas.

Em abril, o sistema começou a permitir a renegociação dentro do mesmo banco. No mês seguinte, foi liberada a migração de contratos entre diferentes instituições. Já em junho, passou a ser possível contratar o consignado privado em qualquer banco habilitado. Agora, com a integração ao app da Carteira de Trabalho, o processo passa a ser centralizado em uma única plataforma digital.

Desde o lançamento, em março, a linha de crédito já movimentou R$ 27,8 bilhões, atendendo mais de 3,9 milhões de trabalhadores em quase 5,7 milhões de contratos. A taxa média de juros praticada é de 3,58% ao mês, e cerca de 60% das operações foram destinadas a pessoas que recebem até quatro salários mínimos.

O funcionamento é simples: pelo aplicativo, o trabalhador autoriza o compartilhamento de dados como CPF, tempo de vínculo empregatício e margem consignável. Em até 24 horas, os bancos enviam propostas de crédito, e o usuário escolhe a mais vantajosa. As parcelas são descontadas diretamente na folha de pagamento, respeitando o limite de comprometimento de até 35% da renda mensal.

A portabilidade poderá ser solicitada gradualmente até novembro. A instituição financeira escolhida quita a dívida anterior e assume o crédito automaticamente, com os novos prazos e taxas de juros negociados. Segundo o governo, a medida amplia a concorrência entre bancos e deve reduzir os custos para milhões de trabalhadores brasileiros.

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