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CIEAM leva à COP30 exemplos concretos de indústria sustentável e política de ESG na Amazônia

Entidade participará da Blue Zone, ao lado da ABDI, levando o manifesto da indústria da Zona Franca de Manaus sobre bioeconomia e transição ecológica

O Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM) levará à COP30, em Belém (PA), exemplos concretos de sustentabilidade industrial e práticas de ESG desenvolvidas no Polo Industrial de Manaus (PIM). A entidade, que representa um dos principais polos de desenvolvimento sustentável da Amazônia, será representada pela Comissão CIEAM de ESG na Blue Zone, o espaço diplomático mais importante da conferência, onde ocorrem as negociações oficiais entre chefes de Estado, delegações e organismos internacionais.

A participação ocorre a convite da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), que dividirá o espaço com o CIEAM em uma agenda voltada à inovação verde, bioeconomia e industrialização sustentável da Amazônia.

A coordenadora da Comissão de ESG, Régia Moreira, apresentará no dia 19 o painel “A Bioeconomia como Caminho para a Transição Ecológica e o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia”, onde fará a leitura de um manifesto com as contribuições do setor industrial à agenda climática.

“É uma honra representar a Amazônia produtiva na Blue Zone da COP30, a convite da ABDI — o espaço onde o mundo debate o futuro do clima e da sustentabilidade. A COP30 é o encontro de saberes, e a indústria deve se apresentar como aliada das comunidades tradicionais e indígenas na nova economia da sociobiodiversidade”, afirmou Régia. “A ABDI tem papel fundamental nesse processo: impulsionando a inovação verde e digital e apoiando uma transição industrial justa e sustentável.”

A ABDI terá papel estratégico na conferência, coordenando painéis e ações voltadas à circularidade, eficiência energética e bioeconomia, três pilares da nova política industrial brasileira. O presidente da agência, Ricardo Cappelli, reforça que a presença do Brasil na COP30 consolida a imagem do país como líder em transição ecológica e inovação sustentável.

“A ABDI chega à COP30 com a missão de transformar o diálogo em resultado. Cada painel foi desenhado para produzir recomendações de políticas, parcerias tecnológicas e compromissos empresariais que consolidem o Brasil como referência em economia de baixo carbono”, destacou Cappelli.

A Amazônia produtiva na pauta global

De acordo com Régia Moreira, o CIEAM levará uma mensagem direta e simbólica à conferência: a Zona Franca de Manaus (ZFM) é um caso real de desenvolvimento aliado à conservação.

“Quando se fala em Amazônia, muitos imaginam apenas floresta intocada. Mas existe uma Amazônia que produz, inova e preserva. Estamos iniciando um novo ciclo — o da bioeconomia, que une biodiversidade, conhecimento tradicional e tecnologia industrial”, explica.

Com mais de 500 indústrias instaladas e meio milhão de empregos diretos e indiretos, o modelo da ZFM mantém 97% da floresta amazônica preservada — um exemplo concreto de política de desenvolvimento sustentável.

“Na nossa Zona Franca de Manaus, ESG é DNA, não aparência cosmética. A mensagem que vamos levar da Amazônia é clara: a floresta e a indústria podem caminhar juntas. A Amazônia é o coração verde do planeta e pode ser também o cérebro da inovação sustentável. A Amazônia não é o problema — é parte essencial da solução”, reforça Régia.

Selo ZFM+ESG e inovação sustentável

O Polo Industrial de Manaus vive uma nova fase marcada pelo Selo ZFM+ESG, criado pelo CIEAM em parceria com a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). A certificação reconhece empresas que investem em logística reversa, reciclagem, descarbonização e tecnologias limpas, consolidando uma cultura industrial mais responsável e integrada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

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