
O Exército Brasileiro está empregando, durante a COP30, um dos mais avançados sistemas de bloqueio eletrônico de drones em operação no país. Trata-se do DroneBlocker, tecnologia 100% nacional desenvolvida pela empresa brasileira IACIT, utilizada nas ações de segurança que protegem autoridades, chefes de Estado, delegações internacionais e estruturas estratégicas em Belém entre os dias 10 e 21 de novembro.
O equipamento faz parte de um conjunto de soluções de defesa eletrônica mobilizado pelas Forças Armadas para garantir que o evento — considerado o maior encontro climático do planeta — ocorra sem riscos relacionados ao uso indevido do espaço aéreo por drones não autorizados. A presença do sistema reforça o protagonismo de tecnologias brasileiras em operações de segurança de alta complexidade.
Histórico em grandes operações
O DroneBlocker não é novidade para os setores de defesa e segurança. O sistema já foi adotado em momentos críticos da história recente do país, incluindo os Jogos Olímpicos Rio 2016, a Cúpula do G20, encontros do BRICS e diversas ações do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), além de operações de combate ao garimpo ilegal e ao narcotráfico na Amazônia.
Sua incorporação às operações da COP30 amplia um ciclo de uso consolidado pelo Exército. Segundo a IACIT, o sistema se tornou um dos equipamentos mais utilizados pelas unidades de guerra eletrônica em diferentes comandos militares do país.
“Tecnologia essencial à soberania brasileira”, diz CEO da IACIT
O diretor-presidente da IACIT, Luiz Teixeira, afirma que o uso da solução na COP30 demonstra a evolução da indústria nacional de defesa e reforça a capacidade brasileira de produzir equipamentos estratégicos:
“O DroneBlocker é uma tecnologia 100% nacional, desenvolvida para responder a ameaças reais e complexas. Dominar esse tipo de tecnologia é essencial para garantir a soberania do Brasil e fortalecer a indústria nacional, além de gerar empregos qualificados e estimular a inovação. É uma solução criada para atender aos desafios operacionais do nosso território e assegurar capacidade de resposta imediata em situações críticas”, destacou.
Como funciona o DroneBlocker
O sistema atua em duas frentes principais: detecção e neutralização.
Primeiro, identifica aeronaves não tripuladas que sobrevoam áreas restritas. Em seguida, bloqueia os sinais de comunicação entre drone e operador, provocando diferentes reações automáticas: pouso forçado, retorno à base original ou perda completa de controle.
A ruptura de comunicação impede também que dados sejam transmitidos, protegendo informações sensíveis e evitando o uso do espaço aéreo para fins ilícitos.
Exército destaca eficiência do sistema
O comandante do 1º Batalhão de Guerra Eletrônica, Tenente-Coronel Ávila, recorda que a parceria entre o Exército e o equipamento começou há quase uma década:
“O equipamento antidrone da IACIT nos acompanha desde 2016, quando foi empregado nos Jogos Olímpicos, e mais recentemente no G20 e no encontro de cúpula do BRICS. Nessas ocasiões ele tem se mostrado bastante efetivo frente a essa ameaça, que é uma realidade. Hoje, seu uso está presente em todos os Comandos Militares de Área, com resultados bastante satisfatórios”, afirmou.
Indústria nacional ganha visibilidade internacional
Com a adoção do sistema na COP30, o Brasil reforça sua posição no desenvolvimento de tecnologias de defesa voltadas à guerra eletrônica e à proteção cibernética. A conferência, que reúne líderes globais e envolve complexos protocolos de segurança, torna-se uma vitrine para soluções criadas no país.
A IACIT destaca que a operação em Belém demonstra como a Base Industrial de Defesa pode oferecer respostas rápidas e eficientes em grandes eventos internacionais, ampliando a visibilidade da engenharia nacional e fortalecendo a presença do Brasil em setores estratégicos para soberania e proteção territorial.




