Brasil

Esquadrilha da Fumaça ficará fora da FIDAE pela primeira vez em 12 anos

Restrição orçamentária do Ministério da Defesa levou à decisão de não enviar o grupo à principal feira aeronáutica da América Latina, realizada no Chile

A Esquadrilha da Fumaça não participará da próxima edição da Feira Internacional de Defesa, Ar e Espaço (FIDAE), marcada para abril em Santiago, no Chile. Será a primeira vez em 12 anos que o tradicional grupo de demonstração aérea da Força Aérea Brasileira ficará fora do evento.

Realizada a cada dois anos, a FIDAE é considerada a principal feira aeronáutica e de defesa da América Latina, reunindo empresas, autoridades e aeronaves de diversos países. O evento costuma ocorrer na primeira quinzena de abril e tradicionalmente conta com presença brasileira, tanto em exposições institucionais quanto em demonstrações aéreas.

Desde 1984, o Esquadrão de Demonstração Aérea — conhecido popularmente como Esquadrilha da Fumaça — participa da feira com apresentações que se tornaram uma das atrações mais aguardadas do público chileno. As manobras costumam dividir destaque com as demonstrações da equipe chilena Halcones.

Ao longo da história do evento, a ausência da esquadrilha ocorreu apenas em duas ocasiões anteriores: nas edições de 1992 e 2014. No segundo caso, o grupo passava por um processo de transição entre as aeronaves Embraer T-27 Tucano e o modelo A-29 Super Tucano, atualmente utilizado nas apresentações.

Para a edição de 2026, a decisão de não participar está ligada ao cenário de contenção de gastos no Ministério da Defesa. Segundo avaliações internas, o envio da equipe ao Chile representaria um custo elevado e poderia comprometer o calendário de apresentações programadas para ocorrer no Brasil ao longo do ano.

Ainda não há definição sobre a participação de outras aeronaves da Força Aérea Brasileira na feira. A presença institucional da FAB, com ou sem demonstrações aéreas, permanece em análise.

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