
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou o programa Gás do Povo, que promete triplicar o alcance da antiga política de auxílio ao gás. A iniciativa prevê botijões gratuitos para 15,5 milhões de famílias em situação de vulnerabilidade, alcançando cerca de 50 milhões de brasileiros.
A principal mudança é a forma de acesso: em vez de transferência de dinheiro, o benefício permitirá a retirada direta do botijão em pontos credenciados. Essa medida busca reduzir fraudes e ampliar a transparência no processo.
A ação será integrada ao Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), permitindo a identificação rápida dos beneficiários e maior eficiência na distribuição. Estados e municípios devem atuar na logística em áreas rurais e comunidades isoladas.
O governo afirma que o objetivo é enfrentar a chamada “pobreza energética”, que obriga famílias a recorrer a lenha ou carvão para cozinhar, trazendo riscos à saúde. O benefício também deve aliviar a pressão do custo de vida nas regiões mais pobres do país.
Economistas avaliam que o impacto pode ser positivo, desde que haja monitoramento efetivo para evitar desabastecimento e distorções de preços. O custo previsto para 2026 é de R$ 5,1 bilhões, valor já incluído no orçamento.
A medida também tem peso político, ao reforçar a imagem do governo de priorizar ações sociais em um ano de debates intensos sobre reformas e corte de gastos.




