
Após a realização de exames clínicos e laboratoriais, a equipe médica responsável pelo acompanhamento de Jair Bolsonaro confirmou que o ex-presidente reúne condições para ser submetido à cirurgia de hérnia inguinal marcada para a manhã desta quinta-feira. Segundo os médicos, não foram identificados fatores que inviabilizem o procedimento. “No momento, ele está apto para a cirurgia”, afirmou o cirurgião Cláudio Birolini.
Os profissionais relataram que Bolsonaro passou por uma avaliação extensa desde a chegada ao hospital, ainda pela manhã. “O presidente chegou por volta das 9h40, foi submetido a uma bateria de exames pré-operatórios de rotina”, explicou Birolini, destacando que o protocolo seguiu critérios de controle e estratificação de risco.
Entre os exames realizados, a equipe médica chamou atenção para a análise cardiovascular. “Foi submetido a uma angiotomografia das coronárias. Nós detectamos pequenas placas de gordura que não comprometem a cirurgia”, disse o médico, acrescentando que o ecocardiograma não apresentou alterações relevantes.
Na avaliação laboratorial, os médicos identificaram apenas um ponto de atenção, considerado sem gravidade para o procedimento. “No exame de sangue, uma discreta alteração da função renal que também não compromete a cirurgia”, afirmou Birolini. Segundo ele, o paciente já se encontra hidratado e clinicamente preparado.
A cirurgia está prevista para começar por volta das 9 horas e será feita sob anestesia geral. “A gente espera que esse procedimento dure em torno de 3 a 4 horas”, explicou o médico. Após a intervenção, Bolsonaro deverá permanecer em observação na recuperação anestésica antes de retornar ao quarto.
O período de internação, de acordo com a equipe, deve se estender por vários dias. “A gente estima que ele fique internado por um período de 5 a 7 dias”, disse Birolini, ressaltando que o pós-operatório envolve cuidados específicos, como controle da dor, fisioterapia, atenção à ferida operatória e prevenção de trombose.
Além do quadro físico, os médicos relataram impacto emocional significativo no paciente. “O presidente está deprimido um pouco pela situação que ele está passando, bastante ansioso”, afirmou o cirurgião. Segundo ele, “a ansiedade leva a um quadro recorrente de soluço, que atrapalha o sono dele”, o que tem exigido acompanhamento clínico contínuo.
Por fim, a equipe deixou claro que a cirurgia não tem relação direta com o tratamento desses sintomas. “A cirurgia das hérnias não vai atuar nas crises de soluço”, explicou Birolini. Ainda assim, durante a internação, poderá ser avaliada outra intervenção. “Está prevista a realização de um procedimento anestésico, que seria o bloqueio anestésico do nervo frênico”, destacou, frisando que a decisão dependerá da evolução do quadro clínico.




