
Nesta sexta-feira (5), a Polícia Federal prendeu policiais e empresários suspeitos de envolvimento em grilagem de terras na Bahia. O esquema teria se estendido por anos, com fraudes em registros e ameaça a comunidades tradicionais.
A investigação aponta que os suspeitos criaram empresas fictícias e manipulavam registros cartoriais para regularizar áreas invadidas, algumas com elevado valor imobiliário.
Um dos desdobramentos que chamou atenção foi a prisão de um suspeito acusado de assassinar o próprio tio durante disputa por terras, caso que chocou a população local.
O contexto fundiário no Nordeste apresenta histórico de conflitos por terra, com violência e irregularidade, o que trouxe urgência à operação policial.
Defensores públicos acompanham a situação de comunidades afetadas, muitas em situação de vulnerabilidade, que podem ser deslocadas sem acesso à terra ou a direitos básicos.
A operação marca um ponto de virada no combate à grilagem: além dos envolvidos, documentos serão revisados e áreas contestadas, enquanto o estado busca fortalecer políticas de regularização fundiária.




